domingo, 21 de novembro de 2010

Sandrine Estrade Boulet

0 comentários

É o nome de uma artista francesa, e por felicidade nossa, uma artista contemporânea.
Sandrine fotografa e faz intervenções digitais artísticas nas fotos.
O resultado é maravilhoso.
Eu fico feliz e entusiasmada com as obras de mulheres artistas.
É uma das maneiras mais eficazes de manifesto.
E precisamos que sempre nós mulheres estejamos juntas em manifesto.
A manifestação de Sandrine é leve, criativa e linda.
Eu que gosto muito de títulos de obras de arte, amei também os nomes de suas criações.
As que estão neste post chamam-se Coup de Vent ( Golpe de Vento) e Lunette man ( Homem Luneta), mas tem muito mais aí no link que segue:



US$ 722,5 mil

0 comentários
Foi o preço pago em Nova Yorque por Machina de Beatriz Milhazes, nesta semana.
A artista brasileira, uma das minhas preferidas, é a mais bem paga e o melhor de tudo é que pôde colher os frutos ainda em vida. O que não aconteceu com minha amada Tarsila.
Mas, temos que comemorar que nossa arte seja tão valorizada. Porque ela é realmente e incrivelmente bela.

                                         Machina (1993-94)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ama Dor

0 comentários
Não quero mais te encontrar
Luzindo como estrela pela noite
Pra sentir o peso do sol na aurora

Não quero mais te ver cantar
As canções que o amor trouxe
Deixaram os versos doídos de agora

Não quero mais falar-te
Sobre o corpo torturado pela paixão
Marcas profundas da pequena hora

Não quero mais você
Migalhas distraídas pelo chão
Não alimentam meu coração que chora

sábado, 13 de novembro de 2010

O CARINHO QUE MAMÃE ME FEZ

0 comentários

SOU UM SER TOTALMENTE REPREENSÍVEL
DEPOIS DE TRINTA ANOS CONTINUO IGUAL
TESTOSTERONA PRA MIM É DESPREZÍVEL
HÁ TANTO DELA EM MIM QUE NÃO É NORMAL

PORVENTURA NASCI DE FAMÍLIA INIGUALÁVEL
TÃO AMOROSOS QUE ME DEIXAM NESTE ASTRAL
MEUS PAIS ME AMARAM DE MANEIRA INCONTROLÁVEL
E SÓ POR ISSO SOU UM SER HUMANO ESPECIAL

PORÉM, CONTUDO , TODAVIA, CONHEÇO
AS MÃOS, E CADA CARINHO QUE ME AFAGA
E SEI QUE SOU UM SER ESTRANHO QUE PAREÇO
ALGUÉM ARMADO SEMPRE COM UMA ADAGA.

MAS, NADA ME ENGANARÁ NESTA VIDA
QUE O QUE VEJO REALMENTE NÃO EXISTE
AS LINHAS EM SUA MÃO TÃO BEM-VINDA
ME FIZERAM TAL PRESENTE EM RISTE

MAMÃE, MINHA VIDA SEM TI É TRISTE
E NUNCA DEIXÁRÁ DE SER MINHA AMADA
MINHA ATUAL ALEGRIA CONSISTE
EM DEITAR NESTA COLORIDA ALMOFADA

Susurro

0 comentários
Solo quiero que me quieras
Suya seré sin miedo
Viviendo entre sofocantes miradas
Y sabrosos besos
Sin súplicas o suplicios
Sin soledad
Sin sufrimiento
Conociendo la deliciosa sinceridad
Siendo siempre nosotros mismos

Sembrando y cediendo
Sublimes sentimientos
Sueño contigo en mi vida
Y sé que cien sonetos
Serían pocos
Entonces serenamente espero
Siendo así, tendré el cielo al oír
Soy suyo

(para Otávio Ripas)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Anywhere is my land

0 comentários
Muito propício foi assistir a exposição de Antônio Dias na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Pela beleza de suas obras, engajamento e vanguarda.
Mas, principalmente pelo pensar fortuito que a arte nos traz.
De tudo, o que mais me chamou atenção e me fez refletir foi o título de uma das obras, que deu nome à exposição : Anywhere is my land.
Profundo. As fronteiras, as segregações foram criadas por nós humanos. Não existe minha terra e sim a terra onde eu nasci.
Somos todos de nenhum lugar e de todos eles.
Saí da Pinacoteca encantada junto com outros tantos paulistanos alguns moderninhos,outros intelectuais, e um bocado de descolados, reverenciando o importante paraibano Antônio Dias.
E o que importa em Antônio Dias não é onde ele nasceu, mas o que nasceu dele.

Batalha, 1962

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A estúpida Mayara Petruso

2 comentários


É um absurdo extremo, em pleno século XXI, alguém acreditar que é superior a outrem.
É uma estupidez sem tamanho. 
O mais triste é que não é privilégio de poucos. Eu me pego várias vezes tendo que discursar contra o preconceito.
Mas, o que dói é este tipo de crime que não tem nome. Essa garota estuda Direito; o que não nos diz nada, já que nos dias de hoje, estar em uma Faculdade não significa coisa alguma. Provavelmente é mais uma analfabeta acadêmica, cometendo racismo.
Mayara não cometeu racismo em seu microblog, o que declarou não tem nome.
Conhecemos a inaceitável xenofobia, a homofobia, o preconceito contra outra raça.
Até existe um estudo recente que explica porque não percebemos as diferenças entre um e outro cidadão japonês, os japoneses também não discernem o quão diferente é um europeu de outro europeu.
Explicado biológicamente, aceitável, mas como podemos aceitar o preconceito ? E além do mais, como podemos aceitar o preconceito de um povo contra si próprio?
É inominável, e tem que acabar.
A minha luta feminina é,também, nordestina.
Precisamos corrigir essa falha, essa corrupção dentro da nossa nação, já que não podemos mudar a luta entre os Hutus e os Tutsis(guerra absurda entre um mesmo povo, na nossa mãe África).
A minha indignação contra a brasileira Mayara, é completamente racional, e não simplesmete porque minha bisavó é Pernambucana, e uma de minhas avós Paraibana, a outra Alagoana, minha mãe Sergipana e meu pai Potiguar.
A minha indignação existe e só.
Quem dera meu desprendimento chegasse a tal ponto em que eu realmente curasse essa garota e a convencesse do quão maravilhoso o povo nordestino é, se eu cedesse, por uma noite, a ela o Baiano que me acompanha por todas as noites.
A partir daí,certamente, ela seria uma brasileira consciente, amorosa e feliz.