domingo, 27 de março de 2011

Believe in invisible

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Eu sou uma observadora.
Assisto a vida em seu cotidiano.
E nada foge à percepção de minhas ávidas retinas.
Em 2008 houve um “reclame” na televisão brasileira que proclamava o seguinte:

Não seria bom viver num mundo sem vaidade ????
Num mundo onde a imagem não teria importância ???
Onde a beleza não fosse valorizada ????
Não seria bom viver nesse mundo ???
Não, não seria.
Acredite na beleza. O Boticário.

E eles respondem negativamente à perguntas óbvias, apenas pensando em seu LUCRO.
Eu luto para me libertar da vaidade. O mundo é escravo dela.
E quando digo que sou cristã, de uma doutrina rígida, e digo que as pessoas da mesma crença que eu sequer pintam as unhas, as pessoas se espantam e condenam.
Ah, mas a mulher precisa se cuidar.
E o homem não ???
E se cuidar não seria estar saudável ????
E o tempo e o dinheiro que gasto com minha beleza não poderiam ser gastos com algo maior ???
Visitando e ajudando enfermos, por exemplo ???
Que maravilha seria se a vida não fosse baseada na imagem e sim na essência!!!
Onde a unidade fosse valorizada.Seria ótimo viver nesse mundo.
Onde o amor sobrepujasse o lucro.
Onde a diferença movesse pacíficas paixões.
Não seria???
Sim, sim seria.
Acredite naquilo que não se pode ver. T.Pinheiro


quinta-feira, 3 de março de 2011

Confissão

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Eu nascí em 1946, e logo criança recebí um apelido que não era do meu agrado.
Acontece, que “carinho” de mãe é sempre de bom grado.
Pra tirar proveito disto, ví uma certa sonoridade no nome e decidí usá-lo profissionalmente, antes mesmo de escolher a área ou ferramenta profissional.
Escolhí a música, e estudei violão com Paulinho Nogueira, harmonia com Edgar Janulo, violão clássico com Isaías Sávio, orquestração com Léo Peracchi e Oscar Castro Neves. Em resumo, eu tinha tudo para ser grande.
Comecei a compor e a fazer um certo sucesso em meu país, mas não me era suficiente para compensar meu codinome mínguo.
Até que, aos meus 24 anos, conhecí um dos grandes poetas de meu país e acreditei que eu seria um enorme artista.
Comecei, a beber e a compor frenéticamente.
A poesia já consagrada dele coroando a minha música me tornava conhecido, famoso, quase um astro.
Foram mais de 120 canções, conhecí o mundo ao seu lado.
Eu não o amava, tinha o sórdido sentimento da inveja por ele.
Mas, simular uma amizade, quase um laço entre pai e filho, principalmente por nossa diferença de idade de 33 anos, trazia uma emoção maior para as entrevistas e para a visão do público, o que me trazia ainda mais prestígio.
Só que me sentia preso a ele, não suportava ser coadjuvante. Um minúsculo coadjuvante.
Sonhei, muitas vezes, que ele era um charlatão e era condenado por plágio, ou que sua nona esposa o traía e ele nunca mais voltaria a escrever.
Os sonhos tornaram-se pensamentos, e mais tarde, uma obsessão.
Depois de dez anos de parceria, sem mesmo conseguir um meio para a minha liberdade, quer seja criativa, artística ou simplesmente a liberdade pura e simples, decidi tomar uma atitude.
O velho bebia vodka pela manhã, e quando começava a escurecer partia pro whisky, eu tinha certeza que ele não duraria muito tempo.
Acontece que ele chegava aos 70, e eu não suportaria mais.
Quando, em 1980, ele é operado e recebe um dreno cerebral.
Sentia que ele morreria no dia seguinte, mas nada acontecia. Eu não aguentaria mais um mês. Ele teve relativa melhora, e comigo hospedado em sua casa organizou uma festa de aniversário pra mim com seus médicos e alguns de nossos amigos. Era demais pra mim.
Na noite de 8 de julho, eu não saí, e fiquei a sós com Vinicius. Tocamos violão, cantamos nossas músicas e relembramos histórias. Porém, meu único pensamento era em meu frasco com cianureto, onde além dos componentes químicos, havia o nome Antônio com letras grandes em neon; o meu verdadeiro nome.
Era minha liberdade.
Ele resolveu, na madrugada do dia 9,fazer um franguinho para nós (usava todas as palavras no diminutivo, para seu próprio destaque e parecer ainda maior)
O wisky não tinha fim, e com o paladar já falho, e minha coragem aguçada, coloquei a dose de veneno exata em seu drink.
O velho era duro na queda, fomos dormir.
Pela manhã fui acordado pela empregada e encontrei Vinícius na banheira, agonizante.
Sorri.
Fingí um certo desespero, até que liguei para o Hospital.
Minha vitória chegou junto com o estetoscópio do médico que o examinou e disse:
- Ele morreu há três minutos.
Subornei o delegado do caso, e nunca fui descoberto.
Dei grandes depoimentos comoventes, tive o país aos meus pés.
Mas, não da maneira que planejei. Segui carreira solo, mas, nenhuma de minhas canções sem Vinícius tiveram grande sucesso.
Fiz de tudo para ser grande, tirei a vida de um homem, coloquei a minha em risco, e de nada me adiantou.
Depois de conviver por 31 anos com este segredo, digo ao meu Brasil:
“Estou a disposição da justiça, cansei de ser pequeno, um “toco”. Sou o assassino confesso de Vinícius de Moares. Entrego à vocês a verdade e os originais do livro O dever e o haver que roubei de Vinicius junto com sua vida”.

Assinado:Toquinho
RJ 03/03/2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

UMA DAS COISAS MAIS LINDAS QUE ALGUÉM JÁ ME ESCREVEU

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Uma vida prévia. Sapiência. Sensei.
- Sei, sei, digo tímido admitindo que aprendi.
Admiração é produto rarefeito quando in natura busca é dada.
O encaixe é feito, e só tem efeito,
Quando um formulário imaginário é preenchido nos sentidos.
Em todos.


Fácil assim.
Morre a impáfia adquirida na prática fria da vida morna.
Nasce o novo sabor e se absorve tudo. Até o que outrora era errado.
Sapiência, vida prévia, Sensei.
Sei, sei.
Sei que a falta do alimento me deixará desnutrido.


Haverá sempre o porquê.
Voltar ao dojo, voltar à escola.
Há sempre o que ver. Ou apenas o contato visual.
A saber: há saber até no contato visual.


Você, ser sedento por sabor, CUIDADO!
Não vá procurar sapiência de uma vida prévia em qualquer lugar.
O perigo reside em eleger um lugar comum. Lugar qualquer.
Você só saberá quando o gosto for único.
Novo. E repetido a cada dia que a ânsia lhe tomar. E saciar.


por eso siempre debemos saber a quien llamamos de Maestra
Não banalizar
Tenho uma.
Uma me basta.
E me bastará enquanto do teu sabor eu puder provar.

Marino Mirante (meu amigo que é melhor que uma vista pro mar)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

FRANCISCO GARCIA

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VOCÊ VIVIA BEM ???
ESTAVA SAUDÁVEL ?
FELIZ ?
TINHA UM FILHO, NÉ? OU ERA FILHA ?
PENSAVA EM MIM ? AMAVA SUA MULHER ?
VOCÊ ME FOI IMPORTANTE.
POR ISSO, PASSAREI A VIDA PENSANDO EM TI ?
TERÍAMOS UMA HISTÓRIA DIFERENTE, SE TRAÇASSEMOS OUTRO CAMINHO ?
FUI EU QUEM TE LEVOU PRA ISSO ???
VOCÊ NÃO ESTARÁ CONDUZINDO A MOTO QUE PASSA EM FRENTE AO MEU PORTÃO.
VOCÊ NÃO SERÁ A MINHA POSSIBILIDADE DAQUILO QUE TANTO REPUDIO E AFASTO: ADULTÉRIO. AMÉM.
NÃO SOU CONCRETISTA, MAS MEU AMOR POR VOCÊ É ACIMENTADO, DURO, NADA DE ABSTRATO. CONCRETO MESMO.
QUERIA SABER SE VOCÊ ESTAVA BONITO NA DERRADEIRA HORA.
ME DISSERAM QUE SIM. EU CREIO.
APESAR DE NÃO GUARDAR FOTO NENHUMA, TE VEJO AINDA BELO.
COM BELA HISTÓRIA.
BOM CARÁTER, O BEM QUE ME FEZ.
SE O SENHOR JESUS DEU SUA VIDA PARA SALVAR-NOS,A MINHA ESTÁ A DISPOIÇÃO DO ALTÍSSIMO, PARA FAZER O QUE DELA BEM QUISER, E LEVAR-NOS, JUNTOS AO PARAÍSO.
SEI, QUE VIM À ESTA VIDA A PASSEIO, MAS ME ABSTENHAREI, SEJA DO QUE FOR, PRA TER A CERTEZA DE UM LINDO FUTURO PARA SUA MERECIDA ALMA.
TE AMO....
T. GARCIA

COMO JÁ ESTAMOS PRÓXIMOS DAS 18h... QUASE AOS 32

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EU ANTES DE ME CONVERTER ABDIQUEI DE MEUS CONHECIMENTOS ASTROLÓGICOS. E OLHA, QUE DURANTE MUITOS ANOS, ESTUDEI ABSORTAMENTE A INFLUÊNCIA DOS ATROS EM NOSSAS VIDAS.
ATÉ TER A CERTEZA DE QUE EXISTIA UM DEUS E QUE ELE ERA O DONO DE MEU FUTURO, E DE NADA ME VALIA CONHECÊ-LO.
MAS,ME SENTÍ ATÉ ONTEM EM MEU INFERNO ASTRAL.
UMA GRAVIDEZ INDESEJADA, QUE SE TORNOU DESEJADA PELO MUNDO, E QUE NÃO ACONTECEU. E UMA DAS PARTES MAIS TRISTES DE MINHA VIDA: SABER QUE UMA DAS PESSOAS QUE PASSARAM POR MINHA VIDA, E FIZERAM HISTÓRIA, ACABOU ACABANDO COM SUA PRÓPRIA VIDA.
CHOREI MUITO,E NÃO DEIXO DE PENSAR UM SÓ DIA NO CHICO, E FICO PENSANDO EM SEU PAI E SUA MÃE.
QUANTA DOR E SOFRIMENTO. OS SENTIDOS DA PAIXÃO FOI MINHA POESIA APAIXONADA PARA ELE.LITERALMENTE AMADORA, MAS GRAÇAS A MEUS INSISTENTES DIÁRIOS, SEI QUE ELE ME DISSE TER RELIDO A POESIA DIVERSAS VEZES E QUE NINGUÉM NUNCA O HAVIA PRESENTEADO DESTA MANEIRA....
MINHA REAL HOMENAGEM A ELE....

A decadência que se inicia dia 15 de fevereiro

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Há um estudo científico que diz que o ápice da beleza feminina se atinge aos 31. Isto é,eu, a partir de hoje, sigo um gráfico descendente, e sigo com minha decadência.
Tentei, deixar de ser primitiva e me inserir nas novas tecnologias, e já quase antigas, de meios de comunicação.
Fiquei com vontade de atender aos apelos de meus amigos e ao menos participar do Twitter, já que não tenho MSN, Orkut, Facebook.
A real é que não existo nos dias de hoje. E com muita vontade de usar qualquer ferramenta como terapia, nesta minha nova fase,
digo:
Aryanne, não me esqueço que foi com você que aprendí a escovar meus dentes sujos esfregando a camiseta neles. Você, certamente, não se lembra disto, e muito menos de mim. Memória sempre curta.
Seria um twitter escatológico.
Mas, não pude me cadastrar com meu próprio nome, já havia muitas como eu. Mesmo com este nome indígena e muito louco(que nunca foi citado neste blog).
Nem entendia como personalizar o tal Twitter, um pouco por esta droga de inglês que odeio. Queria falar com Marino agora, e também dizer(na segunda sessão de terapia): Gabrielle Ovideo Guariento, eu espero que você deite sua cabeça no travesseiro e durma bem, porque alguém que me fez mais mal que você, hoje já não recebe conselhos. Não é, Zé Lucas????
E a única lição que tiro disso é que continuo, neste novo ano meu, rabugenta.
"Mas, as coisas findas,
Muito mais que lindas,
Essas ficarão"
(O Poeta Drummond)

SE EU TIVESSE TWITTER...

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QUE TROPICALISTAS, QUE IÊ-IÊ-IÊ, QUE TRIBALISTAS, QUE NADA! EU SOU MESMO UMA BOSSA-NOVISTA.